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5 boas razões para você usar pele falsa

(E não é porque você vive no Brasil)

Sim, as peles verdadeiras voltaram numa unanimidade que, confesso, não imaginei ver novamente. Desde que a sustentabilidade tornou-se pauta e o respeito  pelo meio ambiente ganhou adesão, quem usava  pele verdadeira recebia olhares tortos – quando não balde de tinta dos ativistas.

Os negócios falaram mais alto do que os princípios? Parece que sim. De olho nos emergentes endinheirados, desejosos de denotar status, as marcas ressuscitaram o símbolo máximo da opulência: a pele verdadeira – onipresente nas semanas de moda internacionais.

Aqui, 5 boas razões para optar pela pele falsa – muito mais moderna, chic  e sintonizada com o nosso tempo (puxa já dei 3!)

1.Peles falsas são mais divertidas.

Em vez de transmitir a mensagem de status e opulência, a pele falsa passa a ideia de despojamento e modernidade. Colorida, confere ao look um ar bem divertido.

2. Pele falsas são mais fáceis de cuidar.

A pele verdadeira exige manutenção. Precisa arejar, refrigerar, pode dar bicho (sim, é pelo animal). A pele falsa pode ser lavada até em casa, a mão.

3. Pele falsas são mais baratas.

Óbvio. Mas vale lembrar que também podem durar uma vida. Herdei um que minha mãe comprou aos 16 anos (ela tem 63!) e uso até hoje. Coroa, inteirão…

 

4. Peles falsas são similares no efeito. A evolução da indústria têxtil permitiu a produção de peças de pele sintética bem similares a verdadeira. Como diferenciá-las: a textura do pelo animal é mais macio (lembra o pelo de um bichinho)  e o brilho é maior. Mas sem tocar até especialistas em moda às vezes se confundem.

5.Peles falsas poupam a morte cruel – e desnecessária – de milhares de animais.

A maioria dos animais cujas peles são retiradas pela indústria da moda não tem sua carne consumida. Ou seja, não há um aproveitamento sustentável como, por exemplo, acontece com o boi. Para fazer um casaco de comprimento médio são necessários cerca de 100 chinchilas; 70 martas-zibelinas; 27 guaxinins ou 11 raposas douradas. Sem contar o  comércio de pele clandestino e a forma como esses animais são caçados e mortos. Tristeza sem fim que bastaria para acabar com qualquer glamour, não?

 Fotos: Reprodução

Tudo novo de novo

Para começar o ano nada melhor do que uma boa dose de inspiração. E inspira ver criatividade a partir do que seria descartado; surgir beleza daquilo que  ”já era”. Reinventar é a prova de é possível fazer tudo novo, de novo.  Não só com objetos e coisas mas, principalmente, com a gente, com a  nossa vida. Um ano cheio de ”reinvencionices” para você! Continue lendo

Manifestações em grafite

A turbulência e instabilidade europeia estão, literalmente, expressas pelas paredes. O grafite — forma de manifestação artística que não perdeu seu tom de protesto –, pode ser visto por toda a parte, ora mais bem-feito e comportado, ora mais agressivo. E até mesmo nos tradicionais lenços da grife francesa Hèrmes, que convidou o grafiteiro Kongo para estampar a peça mais clássica de suas coleções. A moda, como sempre, reflete seu tempo…

 

Crise & oportunidade

Nesse momento escrevo da Europa, onde faço pesquisa de moda. E, como a moda está intrisecamente ligada aos acontecimentos socioculturais e econômicos de cada época não poderia deixar de falar dela — da crise. E a crise aqui está, de certa forma, em toda parte: nos protestos grandes (como greves de transportes públicos) e pequenos (como nos bem humorados  grupos que carregam faixas ou cantam suas “queixas”); no grande número de lojas fechadas com placas de ”vende-se ou aluga-se” e, para uma consultora de moda, gritante mais do que nunca no sóbrio e escuro figurino pelas ruas.

Durante toda a história vemos dois movimentos principais e antagônicos nas crises: a aposta na renovação dos clássicos, equivalente a “investimento seguro”, e o escapismo, quando as grifes apostam no sonho, no glamour — tudo que possa nos afastar dessa nuvem austera. Aqui em Barcelona, onde me encontro agora, os cortes clássicos e cores neutras são a aposta “sem erro” da maioria das marcas, num momento em que TVs e rádios não falam em outro assunto: a crise é a pauta da vez. É mesmo de assustar…

 

Quando viajo também gosto muito de conversar com as pessoas, perceber como sentem o momento, como andam suas vidas (a veia de jornalista…). Fiquei entristecida ao conversar com dois taxistas, muito instruídos e simpáticos, que haviam perdidos seus empregos nas áreas de restauração e construção civil. Diogo, gerente de um hotel sofisticado, me fez refletir com sua afirmação sobre a concorrência chinesa: ” Não temos como competir. Enquanto eles deixam que as pessoas trabalhem até morrer nós procuramos cuidar das pessoas, dos seus direitos e qualidade de vida. Não teremos como vencer essa guerra porque não vamos agir da mesma maneira”.

E nem precisa, Diogo. Momentos de crise também são grandes oportunidades para se criar. O belo do simples. O luxo do lixo. E isso também estou comprovando nessa minha viagem ao “Velho Mundo, em que o encontro mais turbulento do que de costume mas com forças para se reinventar como nunca. 

 

 

P.S Em breve compartilho muitas novidades com fotos de  melhor resolução tiradas com com a câmera profissional: essas são do celular, já que as demais ainda não tive tempo de baixar e editar ;-)

À sua moda

Ontem, conversando com os alunos do curso que ministrei no Senac Moda, contei para eles que na década de 90, quando trabalhei na Editora Abril, em época de lançamento de coleções não tínhamos muito trabalho para editar as principais tendências. Listávamos cerca de oito ou dez temas — que, de um jeito ou outro, imperavam nas passarelas de maneira geral.

Hoje haja esforço para editá-las! Sabe porquê? A moda, felizmente, já não é mais a mesma! Todas as formas, cores e comprimentos convivem lado a lado. Querem ver? Uma espiada em algumas fotos do último São Paulo Fashion Week nos comprova essa realidade:

 E a lista seria interminável! A minha intenção com isso? Libertá-las de seguir as “o último grito da moda”; ajudá-las a perceber que há espaço para todos os estilos, gostos e biotipos nessa era em que vivemos, onde um visual personalizado tem muito mais valor do que qualquer look todo grifado (e que, de repente, não tem nada a ver com você!)

Como seres desejantes, claro, temos anseio pela novidade. Mas antes de se aventurar pelas coleções que em breve estarão nas vitrines faça uma análise do que realmente combina com sua personalidade e a valoriza. Você tem um “mundo” pela frente de possibilidades — resta escolher aquelas que tem a sua cara. 

Moderna e consciente

Super Cool MarketA recém-inaugurada ”Super Cool Market” faz jus ao nome e reafirma que a modernidade hoje está ligada ao consumo consciente. E, que ironia!, o escambo, troca promovida nos primórdios, funciona nessa loja “supercool”, que mistura nas araras peças “recicladas” (usadas e em perfeito estado de conservação); jovens estilistas e alguma produção própria. O que você levar  — e for aprovado na triagem pelas sócias, uma delas a apresentadora da Fashion TV, Carla Lamarca –, vira crédito que você pode pegar na hora em dinheiro ou utilizar para trocar por outras peças. Já fui, curti, e estou com uma sacola de roupas para levar, espero, em breve.

Super Cool Market: Rua Purpurina, 219 Vila Madalena tel. 11 3031-1663

Reflexões, dicas e notícias sobre moda e sustentabilidade

E eu, que pensava que a moda do futuro misturaria algo como  Jetsons com Matrix e Guerra nas Estrelas… Então o futuro chegou sem visuais plastificados e massificados, sem tendências previamente estabelecidas, coroando a individualidade e o retorno à simplicidade.  E preocupar-se com o planeta, com o outro, nunca esteve tão na moda.

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