Copenhague começa em (nossa) casa

Tanto se esperou, falou e especulou e, enfim, é chegada a hora da reunião de Copenhague (Dinamarca), onde líderes de todo o mundo se pronunciarão e posicionarão a respeito das mudanças climáticas do planeta. E, embora contra fatos não haja argumentos, alguns insistem em não acreditar no tal “aquecimento global” (sim, conheço pessoas que acham que não passa de estória; teoria das conspiração, sabe?)

Mas o fato é que se as emissões de carbono não forem reduzidas espera-se, segundo a previsão do IPCC, painel do clima da ONU, que a temperatura possa crescer em até 3 graus centígrados até 2100 – o que ocasionaria um descontrole no ecossistema, de uma proporção muito maior do que a que estamos vivenciando. Elevação do nível do mar; derretimento das geleiras; tempestades; inundações; seca e fome são algumas das consequências que, tal qual os icerbergs, hoje só enxergamos a ponta.

 

Campanha do Greenpeace no aeroporto de Copenhague: pressão para que os principais líderes mundiais, como o presidente Obama nesta foto-montagem, se comprometam a lutar contra o aquecimento global

Toda a discussão em torno do aquecimento global fez com que o mundo parasse para refletir. O nosso “modus vivendi” foi confrontado. Vivemos sem nos preocupar com o amanhã; consumimos sem nos preocupar com outro — e nem nós demos conta de que os recursos são finitos. Acabam e ponto.

 E se agora temos conhecimento de causa, maior é nossa responsabilidade. Sabemos que a coisa está “feia”, mas preferimos acreditar que “não é bem assim”. Porque mudar hábitos é duro. Mas é urgente e preciso.  Afinal, como bem definiu o escritor russo Tolstói, “se queres ser universal começa por pintar a tua aldeia”.

PS. Você pode começar enviando uma carta para o presidente Lula solicitando o comprometimento do Brasil na reunião de Copenhague pelo site do Greenpeace: www.greenpeace.org/brasil

2 respostas a Copenhague começa em (nossa) casa

  • Danielle, seu blog é o que há! Inteligente, simples e cheio de atitude. Adorei!

    Lendo o post “Copenhague começa em (nossa) casa”, lembrei das palavras finais de uma entrevista que respondi no site Portal das Jóias e que, creio, cabe aqui como comentário sobre o tema que você abordou tão sabiamente.
    Eu dizia:

    “Quero concluir esta entrevista lembrando as palavras de Valter da Rosa Borges, escritor pernambucano:

    “Uma folha que cai desarruma o universo. O respiro de uma ave afeta o clima da Terra. O balançar de uma teia de aranha afeta a galáxia. Uma criança que nasce muda o destino do mundo.
    Cada gesto de amor salva toda a humanidade”.

    Eu dizia ainda que não podemos olhar a vida de cada um como um fato isolado. Somos o conjunto da obra “Terra” e estamos todos num único barco, árvores, bichos, ar, solo, mar, humanos (incluindo Obama, seus filhos, pais, mulher, cachorrinho, ninguém está imune (comentário extra, rsrs). Tudo e todos interferem nas vidas uns dos outros. O amor é muito mais abrangente do que aquele que doamos aos que estão próximos: nossos filhos, pais, amigos, nosso lar, nosso jardim.
    Diante da grandeza do universo, esse tipo de amor é pouco, embora seja a base de tudo. É preciso tratar o planeta como tratamos nossa sala de visita, nosso jardim. Ninguém, em sã consciência, joga o lixo da cozinha no meio da sala, nem rouba as flores cultivadas no seu jardim (dentro do contexto da entrevista, me referi ao desmatamento), para vender por dois tostões. Diz um antigo provérbio do Quênia:

    “Trate bem a terra. Ela não lhe foi doada pelos seus pais. Ela foi-lhe emprestada pelos seus filhos”.
    Compreender o que os quenianos querem dizer já é, por si só, uma declaração de amor aos nossos filhos, netos e à humanidade como um todo.

    Por esta minha visão amorosa (sim, isto é amor!) algumas vezes fui chamada de piegas. Até PODERIA parecer que sim, diante do olhar micro, imediato, mas numa visão mais atenta sobre os movimentos “invisíveis” do planeta, o amor por tudo e todos, é, sem dúvida, a salvação da lavoura, piegas ou não!

    DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL:

    “É um modelo de desenvolvimento que harmoniza o crescimento econômico com a promoção da igualdade social e da preservação do patrimônio natural, garantindo que as necessidades das atuais gerações sejam atendidas, sem comprometer o atendimento das necessidades das gerações futuras. Esse modelo de desenvolvimento exige que o crescimento da economia ocorra de forma integrada à preservação do ambiente, ao manejo adequado dos recursos naturais, assim como ao direito dos indivíduos à cidadania e qualidade de vida”.

    Definição extraída do site http://www.insea.org.br

    É isso!

    Um abraço fraterno

    Patricia

    • Patricia, querida,
      Eu também posso ser chamada então de piegas, assino embaixo de cada palavra sua! Que lindas citações, que presente começar o ano com seu incentivo.
      Manteremos contato, tenho certeza!
      Grande abraço,
      Danielle

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