Obrigada!!!
Que nós mulheres e a moda vamos ter sempre um caso de amor, ah isso vamos!!! Mas pode ser uma paixão saudável, daquelas que faz bem pra autoestima e para a alma. Daquelas que trazem benefícios — e não as dores das paixões compulsivas; dos remorsos pós-atos.
E é uma delícia ter a oportunidade de conversar sobre isso com mulheres de todo o Brasil, o ano inteiro, em palestras e agora também através das consultorias no programa Mais Você. Ensinar a se valorizar — e, de quebra, a comprar com consciência. A otimizar o guarda-roupa e, de quebra, a fazer bom uso de tudo o que se tem.
Agradeço a cada parceiro, cliente e colaborador que este ano tornou isso possível! E a VOCÊ que nos deu o prazer de sua companhia! Boas festas!!!
Petit h: Hermès expõe peças feitas a partir de reutilização
Quem esta de passagem por Paris este final de ano, deve visitar a loja Hermès da Rue de Sévres e conhecer a coleção « Petit h – Objetos Poéticos não Identificados ». A idéia surgiu de Pascale Mussard, mais conhecida como aquela que sempre diz “não-vamos-jogar-fora-pode-ser-que-um-dia-a -gente-precise” e que faz parte da sexta geração da familia Hermès. Ela convidou vários artistas que, juntamente com os tradicionais artesãos da marca Hermès recriaram, reutilizaram as sobras de materiais nobres e deram vida a novos objetos.
Logo na entrada da exposição a grande girafa de couro chama a atenção pelo trabalho realizado: em seguida vemos os famosos “carrés”, lenços de seda Hermès que se transformaram em colares; xícaras de porcelana em lâmpadas de mesa… Todas as peças são exclusivas e estão à venda !
Coleçao Petit h até o dia 31 de dezembro – Hermès, 17 Rue de Sévres 75006 Paris França
Na foto: Cadeira de Charles Kaisin; girafa de Marjolijn Mandersloot; cabide de Mathieu Bassée; vasos de David Pergier e Frédéric Sionis; recipientes de Alice Cozon; moinho de Mickaël Orain
* Ana Paula Freitas, especialista em moda e sustentabilidade pelo Institut Français de la Mode, mora em Paris há mais de 10 anos e é uma grande amiga de infância.
A morte da moda?
Esta semana o mais poeta dos estilistas, Ronaldo Fraga, declarou em carta que ”a moda acabou”. A frase contundente não apenas repercutiu como nos fez pensar: a moda acabou?
Ronaldo, como poucos, você sabe o poder de comunicação da moda. E, como poucos, soube também usar lindamente esse poder a favor do que acreditava, como no histórico desfile a favor do Rio São Francisco.
Desejo que tenha mesmo se encerrado o uso da moda de maneira polêmica para se vender roupa — esquecendo-se que, mais do que vender roupas, vende-se ideias que invariavelmente afetam principalmente os mais suscetíveis: adolescentes e jovens. Que fique enterrado modismos como o “heroin chic”, para todo o sempre…
História da moda no Brasil: nossa sugestão de livro para presentear (ou se presentear!)
Era garrafa, virou árvore!
Numa época em que o lixo se tornou um problema global me empolga ver as possibildades artísticas e criativas feitas a partir de resíduos. E, se ainda não enfeitou sua casa com uma árvore de Natal ou estava em busca de uma inspiração sustentável, aqui vai uma árvore incrível feita a partir de reutilização de garrafas de vidro — que você pode até substituir por pet. Que tal?
Meu caso de amor — e estilo — com a moda sustentável
Durante todo este ano, em palestras voltadas a estudantes de moda, ouvi comentários de que a moda feita sob uma premissa mais sustentável ”tem sempre um estilo riponga”. Como que se os simpatizantes da causa sustentável tivessem parado no tempo e conservado o estilo hippie –e nada chique, se é que me entende!
Com certeza isso não passa de um estereótipo: sempre que você me vir, pode apostar que estarei vestindo a “camisa” da moda sustentável… E provando que dá para conciliar estilo, sofisticação e sustentabilidade.
Olha só uma pequena amostra!

