Arquivo do mês: dezembro 2011

Obrigada!!!

Que nós mulheres e a moda vamos ter sempre um caso de amor, ah isso vamos!!! Mas pode ser uma paixão saudável,  daquelas que faz bem pra autoestima e para a alma. Daquelas que trazem benefícios — e não as dores das paixões compulsivas; dos remorsos pós-atos.

E é uma delícia ter a oportunidade de conversar sobre isso com mulheres de todo o Brasil, o ano inteiro, em palestras e agora também através das consultorias no programa Mais Você. Ensinar a se valorizar — e, de quebra, a comprar  com consciência. A otimizar o guarda-roupa e, de quebra, a fazer bom uso de tudo o que se tem.

Agradeço a cada parceiro, cliente e colaborador que este ano tornou isso possível! E a VOCÊ que nos deu o prazer de sua companhia! Boas festas!!!

Petit h: Hermès expõe peças feitas a partir de reutilização

Por Ana Paula Freitas*
 
Uma das mais tradicionais marcas de luxo francesa resolveu dar mais um passo em direção a sustentabilidade e reutilizar suas sobras: couros; tecidos; porcelanas com pequenos defeitos — tudo pode se transformar em peças originais e belíssimas.

Quem esta de passagem por Paris este final de ano, deve visitar a loja Hermès da Rue de Sévres e conhecer a coleção « Petit h – Objetos Poéticos não Identificados ». A idéia surgiu de Pascale Mussard, mais conhecida como aquela que sempre diz  “não-vamos-jogar-fora-pode-ser-que-um-dia-a -gente-precise” e que faz parte da sexta geração da familia Hermès. Ela convidou vários artistas que, juntamente com os tradicionais artesãos da marca Hermès recriaram, reutilizaram as sobras de materiais nobres e deram vida a novos objetos.

Logo na entrada da exposição a grande girafa de couro chama a atenção pelo trabalho realizado: em seguida vemos os famosos “carrés”, lenços de seda Hermès que se transformaram em colares; xícaras de porcelana em lâmpadas de mesa… Todas as peças são exclusivas e estão à venda !

Coleçao Petit h até o dia 31 de dezembro – Hermès, 17 Rue de Sévres 75006 Paris França

Na foto: Cadeira de Charles Kaisin; girafa  de Marjolijn Mandersloot; cabide de Mathieu Bassée; vasos de David Pergier e Frédéric Sionis;  recipientes de Alice Cozon; moinho de Mickaël Orain

* Ana Paula Freitas, especialista em moda e sustentabilidade pelo Institut Français de la Mode, mora em Paris há mais de 10 anos e é uma grande amiga de infância.

A morte da moda?

Esta semana o mais poeta dos estilistas, Ronaldo Fraga, declarou em carta que ”a  moda acabou”.  A frase contundente não apenas repercutiu como nos fez pensar: a moda acabou?

Ronaldo,  como poucos, você sabe o poder de comunicação da moda. E, como poucos, soube também usar lindamente esse poder a favor do que acreditava, como no histórico desfile a favor do Rio São Francisco.

Desejo que tenha mesmo se encerrado o uso da moda de maneira polêmica para se vender roupa — esquecendo-se que, mais do que vender roupas, vende-se ideias que invariavelmente  afetam principalmente os mais suscetíveis: adolescentes e jovens. Que fique enterrado modismos como o “heroin chic”, para todo o sempre…

Que se acabe também a moda que escraviza — tanto aquela que faz ‘vítimas’ no sentido do vício da compra compulsiva, quanto aquela que é feita em oficinas clandestinas, por pessoas escravizadas no sentido mais literal da palavra.
Moda é comunicação — e reflete os valores de seu tempo. Que renasça uma nova moda, que use o seu poder de difundir ideias para  transmitir os bons valores que a sociedade atual tanto anseia. Uma moda engajada, socialmente justa e ambientalmente equilibrada.
Não, a moda não acabou, ela apenas está de mudança…                
 

História da moda no Brasil: nossa sugestão de livro para presentear (ou se presentear!)

Conheci o professor de história da moda João Braga assim que comecei a trabalhar na Editora Abril, na década de 90. Melhor conhecedor do assunto no país, sempre foi nosso “entrevistado oficial” quando precisávamos de um consultor para tirar dúvidas de moda históricas — ou “homéricas”. Não podia deixar passar a oportunidade de aprender muito com ele — e assim o fiz, em seus cursos, na época na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado).
 
Em meio a buscas de presentes de natal lembrei-me do ótimo livro de João Braga e Luís André do Prado, “História da moda no Brasil” (Pyxis Editoral), leitura imperdível para quem gosta de moda; trabalha com  moda ou simplesmente quer levar na bagagem de férias um livro delicioso que  desvenda a moda nacional e, inevitavelmente, nossa cultura.  Porque para se construir o futuro é preciso conhecer o passado…Fica a dica!    
 

Era garrafa, virou árvore!

Numa época em que o lixo se tornou um problema global me empolga ver as possibildades artísticas e criativas feitas a partir de resíduos. E, se ainda não enfeitou sua casa com uma árvore de Natal ou estava em busca de uma inspiração sustentável, aqui vai uma árvore incrível feita a partir de reutilização de garrafas de vidro — que você pode até substituir por pet. Que tal?

Meu caso de amor — e estilo — com a moda sustentável

Durante todo este ano, em palestras voltadas a estudantes de moda, ouvi comentários de que a moda feita sob uma premissa mais sustentável ”tem sempre um estilo riponga”. Como que se os simpatizantes da causa sustentável tivessem parado no tempo e conservado o estilo hippie –e nada chique, se é que me entende!

Com certeza isso não passa de um estereótipo:  sempre que você me vir, pode apostar que estarei vestindo a “camisa” da moda sustentável… E provando que dá para conciliar estilo, sofisticação e sustentabilidade.

Olha só uma pequena amostra!

 
 
 

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