Luxo pós crise: o “revival” das peles
Infelizmente, ainda hoje, a pele animal continua um símbolo de status e ressurge com força na moda europeia. Adormecido pelos apelos dos ambientalistas e da cultura “eco-friendly”, o uso de pele animal havia diminuído nos últimos anos, com declarações de grandes grifes, como a Chanel, de que não incluiria mais pele verdadeira em suas coleções. A modelo Gisele Bundchen, também engajada na questão ambiental, se desculpou por ter feito campanhas de casacos de pele e afirmou que jamais faria isso novamente.
O novo paradoxo é que, ao mesmo tempo que cresce o número de simpatizantes dispostos a contribuir para um planeta mais sustentável, muitos ainda buscam o status pelo luxo, pela opulência escancarada das peles. O fato é que elas tomaram conta das vitrines da Europa; das páginas da Vogue Francesa (se tiver a oportunidade veja a edição de setembro); e das ruas, principalmente na versão de colete já que nem há frio suficiente no momento que justificasse o uso…
Conversando com uma vendedora de uma multimarcas de luxo em Viena, ela confirmou a percepção de consumo que tive: a maioria dos consumidores dos produtos de alto luxo hoje na Europa não são locais. Por todo lado me deparei com japonesas, reconhecidamente loucas por grifes, carregadas de sacolas. Algumas lojas, inclusive, mantém vendedoras que falam japonês. Indianos, chineses, russos e árabes também estão por toda a parte. Embora não tenha encontrado muitos (talvez pela minha rota incomum), nós, brasileiros, também estamos entre os emergentes consumistas – e muito provavelmente não aderimos as peles mais pelo nosso clima tropical do que por razões ecológicas.
É mais do que tempo de dissociar o luxo das peles animais. A maioria dos animais que tem suas peles “arrancadas” para se transformarem em casacos; coletes; detalhes de roupas e acessórios não têm sua carne consumida: são criados – ou caçados – e mortos (muitos de forma cruel) simplesmente para satisfazer nossa ânsia sem fim por status. Está na hora de virarmos essa página e abolirmos esta prática, tão fora de moda e sem sintonia com o momento em que vivemos.
E pela Europa…
…o cycle chic ganha cada vez mais força. Amsterdam — que sempre foi a capital mundial dos ciclistas –, vê sua frota de bikes aumentar à medida que a cidade se torna cada vez mais “verde”: do avião a restaurantes, há lembretes para conscientizar população e turistas sobre a importância da preservação dos recursos finitos do planeta.
E em pleno aeroporto há um fast food com sucos e lanches orgânicos incríveis!
A exemplo de Amsterdam, grandes cidades suiças, como Lucerna, têm toda sua infraestrutura voltada aos ciclistas — que dividem, civilizadamente, o espaço com carros, ônibus e trens. É mais fácil circular de bike do que de carro: há estacionamentos para bicicletas em toda parte; já para estacionar o carro…é preciso paciência para encontrar um local permitido.
E não pense que os suiços seguem a linha “fitness” para pedalar: se equilibram sobre a “magrela” cheios de estilo.
Milano continua uma passarela… a desfilar as últimas tendências em mulheres e homens que exalam elegância. Adoro, principalmente, a moda masculina italiana. A última novidade? Looks no melhor estilo Fiuk, bem coloridos, estão pegando por aqui. Detalhe: não nos garotões, mas nos senhorzinhos (com todo respeito!). Veja!
Em breve mais novidades. Até!

