Arquivo do mês: fevereiro 2010

Sobra roupa, mas falta!

Nossos guarda-roupas estão “atulhados”. Posso afirmar isso com base nas consultorias que tenho ministrado – temos roupas em excesso, mas na maioria das vezes falta aquelas peças básicas que dão “liga”. Percebi que, em geral, a listinha do que falta para facilitar a vida é simples e varia pouco mesmo entre mulheres de diferentes estilos.

Temos 10 calças jeans – mas “a” calça, aquela básica de corte reto e lavagem escura que favorece todo mundo, falta no guarda-roupa de quase todo mundo. Verdade!

 Como consumidoras conscientes precisamos maximizar a utilização de nossas roupas. Assim, compartilho com vocês uma listinha de peças versáteis, que passeiam entre diferentes estilos e permitem as mais diversas combinações. E detalhes como um tipo de sutiã que faz falta — e está em falta nos guarda-roupas. Anote aí e mãos à obra — ainda dá tempo de aproveitar as liquidações para comprar o que você realmente vai usar: 

       1.Calça jeans de corte reto e lavagem escura. Atenção ao comprimento, até o peito do pé para um efeito   “alongador”.

       2.  Calças de alfaiataria, de corte reto e tecido encorpado (com caimento mais elegante)

       3. Bermudas de alfaiataria (para um visual casual mais arrumado), uma preta e uma clara (branca ou nude)

       4. Paletó ou jaqueta básica jeans (para quebrar a formalidade da alfataria quando preciso) 

        5. Regatas de cores básicas (sem serem caneladas para usar sob e sobre)

        6. T-Shirts estampadas (de acordo com o seu estilo)

        7.  Saia na altura do joelho (de modelagem que a favoreça)

        8. Cardigã de tricô levinho

        9. Sandália ou peep toe nude (vai com tudo e alonga as pernas)

       10. Bolsa de palha (para ser usada na cidade, com  looks casuais)

       11. Bolsa estampada (para modernizar looks mais sóbrios)

      12. Sutiã tomara-que-caia cor de pele (indispensável, nada de alça aparecendo!)  

Carnaval desfila boas ideias de customização de camisetas

Se o passaporte para a folia dos famosos é uma camiseta, a customização é a saída para se sobressair na multidão! E dá-lhe cortes, recortes, apliques e boas ideias que  podem servir de inspiração para tirar as camisetas da mesmice e reutilizá-las — em vez de descartá-las. Mais discreta ou exibida, veja qual faz o seu tipo e vá buscar a tesoura!

PS. Vale contatar a costureira também!

    

Sobre “A Onda” e modelos magérrimas

 Há pouco assisti ao filme “A Onda”, adaptação do ensaio “The Third Wave” (A Terceira Onda), no qual o professor americano Ron Jones relata a história real da experiência que fez em sala de aula, em 1967, para provar aos alunos, resolutos de que seria impossível o nazismo se repetir, que é mais fácil do que se pensa se deixar levar e entrar numa “onda”.

Em meio as notícias do São Paulo Fashion Week, nas quais a magreza das modelos geraram mais discussões na mídia do que as criações da passarela, não pude deixar de lembrar do filme. Desde os anos 90, quando as modelos foram alçadas à categoria de “stars”, nove entre dez adolescentes querem ser modelo. Não só se inspiram nos cortes de cabelo e looks que elas vestem, mas fazem loucuras para ter o corpo esguio (alguns esquálidos) de top models – o que para a maioria será de fato impossível.

Longe de mim fazer apologia à gordura, pelo contrário, creio que temos obrigação de empenhar esforços em busca de um corpo saudável. Mas não é esta a mensagem que a moda comunica para uma geração de meninas desejosas de maior autoestima e de se sentirem parte do grupo. “ A ONDA” é ser magérrima, não importa o que isso vai custar: saúde de menos; distúrbios alimentares e psicológicos; sofrimento – estendido a familiares e amigos.

Como diz a música de Caetano Veloso, “alguma coisa está fora da ordem”. Quando no dia de hoje, no Haiti, mães farão bolachas de barro para aplacar a fome dos filhos e aqui mesmo do nosso lado tem gente que vai ficar sem refeição alguma – não para estar entre parâmetros das passarelas, mas simplesmente porque não tem absolutamente nada para comer – não seria a hora da moda realmente usar seu poder de comunicação para difundir o que é realmente belo? A beleza de se ter saúde e não de passar fome, para quem sabe, aliviar o sofrimento daqueles que passam fome não por opção. Isso sim seria uma “ONDA” daquelas!

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