Arquivo do mês: novembro 2009

Design sustentável para ver, entender e até levar pra casa

Três eventos em SP convidam você  a conhecer, ver de perto e entender o que está por detrás do conceito de design sustentável. Programe-se!

Dias 2  e 3/12, próximas quarta e quinta, das 10hs às 19hs, no MUBE, acontece o Design na Brasa — evento anual de design sustentável com oficinas, palestras e diversos expositores da área. Oportunidade não só de conhecer, mas de levar pra casa um objeto diferente feito dentro dos preceitos de reutilizar; reciclar e reduzir, os famosos “3 rs”, propostos aos designers nesta edição. Imperdível!  designnabrasa.com.br

De 1/12 a 31/1/2010 a exposição “Saint- Étienne, Cité du Design”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, mostra peças inovadoras e sustentáveis desenvolvidas pelos franceses, como um relógio que funciona a partir do sumo de um limão: a cada semana basta trocar a fruta. Pura inspiração! bb.com.br/cultura 

Até 17/1/2010, os móveis feitos a partir de experimentações com novos materiais e sob a ótica da preocupação ambiental contemplados pelo tradicional Prêmio Design, estarão à mostra no Museu da Casa Brasileira. mcb.sp.gov.br

A ponte

Cresci em meio ao comércio de moda; negócio de minha família. Não há como negar a influência — desde a adolescência dizia que queria ser jornalista de moda, profissão na época meio incomum. Mas em vez de vendas eram mais ideias e conceitos que me interessavam, assim como a paixão pela escrita e pela imagem. 

Adentrando pelo universo da sustentabilidade, em meados de 2003, me encantei com o trabalho de estilistas e designers cuja produção era toda pensada em cima de questões socioeconômicas e ambientais. Gente brilhante que criara arte com o que outrora era lixo — coisas bacanas mesmo, já que não é apenas por ser sustentável que podemos avalizar que é belo. E eles conseguiam aliar o belo com o sustentável.

Desde então, trabalhando nessa área, comecei a perceber a dificuldade de se entender o conceito de moda sustentável. De torná-lo palpável, acessível. Quase sempre usava de cases para ilustrar o que falava e aí começava a sacar meus objetos de uso próprio para demonstrar. “Viu essa bolsa?” — e contava toda a história da peça.

E aí,invariavelmente, surgia a pergunta: “como faço para ter uma?”. Hum,hum, não era tarefa tão fácil. A maioria dos achados não se obtinham na esquina; se espalhavam por vários lugares do país e mesmo quando se concentrava nas metrópoles o acesso era com horário marcado — dificuldades que, sejamos sinceros, fazia com que simpatizantes acabassem optando pelos produtos “made in China” aos sustentáveis locais.    

Em meio a debates internos e externos sobre a acessibilidade, pensei, porque não, além de difundir a moda do futuro no mundo virtual fazer o mesmo no real? Ser uma ponte – que leva a descobertas; que desvenda o acesso; que une o que está longe mas dentro do mesmo conceito?

E,assim, estou gerando o espaço-conceito MODA DO FUTURO. Quero muito ser essa ponte; divulgar e disponibilizar  tudo o que eu mais gosto de moda sustentável — ainda que isso me custe voltar atrás ao juramento que fiz com minha família que nunca teria uma loja (não por nada, mas dizia que não era minha praia). Esta é!

Lampejos da moda do futuro

 

Sou jornalista de moda — nunca escrevi sobre outro assunto. Ainda na faculdade, havia me esquecido de entregar um trabalho quando, às pressas, regidi um texto sobre moda. No final da aula, o professor me chamou. E eu, que já esperava a bronca pelo texto “nada a ver” fui contratada para escrever semanalmente para o jornal do qual ele era dono. E nunca mais parei. Minha atuação na área de moda foi expandindo — do texto, passei a produzir e editar fotos; desfiles; ministrar aulas e consultorias para empresas.

Mas assim como a moda está no meu DNA, as questões socioambientais também. Sou inconformada e questionadadora por  natureza; idealista até o último fio de cabelo. A dor do outro dói em mim — não consigo simplesmente virar o olhar para mim mesma e minha vida boa enquanto há tanto sofrimento ao lado. Difícil pra mim desfrutar da paisagem aqui da minha janela quando sei que em nome de interesses maiores o ecossistema vai sendo destruído — pura bobagem já que dependemos de todo o equilíbrio para sobreviver.

Encontrei meu caminho em meados de 2003, quando percebi que minha atuação podia ir além do trabalho que fazia; me atentei que poderia usar a moda como veículo para difundir conceitos sustentáveis. E mais: pouco a pouco surgia (e surge) novos estilistas e designers engajados, cujas peças trazem arraigadas as preocupações socioambientais. E sempre que vejo o trabalho de um deles me emociono.

 

Como o do Eduardo Miguel, que acabo de visitar em seu ateliê em Santo Antônio do Pinhal (SP). Sua matéria-prima são os galhos recolhidos; madeiras doadas por fazendeiros; resíduos dos mais diferentes que sobraram em algum lugar e alguém lembrou de guardar porque sabia que o artista reaproveita tudo.

Presenciei uma cena um tanto que especial enquanto estive lá: um senhor que trabalha na confecção de violinos entregava para Eduardo Miguel resíduos como crina de cavalo que sobrara de seu ateliê. Ao mesmo tempo chegou um outro senhor, dono de uma pizzaria, para recolher as sobras de madeira do Eduardo Miguel para usar como lenha em sua pizzaria. Ah, que inspirador, como seria o mundo se seguissémos esse ciclo? E, penso comigo, a minha missão é difundir e fazer disso virar moda. Afinal, essa é a moda do futuro.  

Devo mudar meu estilo para me adequar ao grupo?

“Devo mudar meu estilo para me adequar ao grupo do trabalho?” — foi uma pergunta que me fizeram no workshop que ministrei ontem. De tão pertinente, resolvi compartilhar com vocês.

Desde pequenos queremos fazer parte da turma, ser aceitos. E, para isso, aprendemos a nos “enquadrar”. A questão é que às vezes abrimos tantas concessões que acabamos nos perdendo. Perdendo nossa identidade, nosso estilo…

Claro que certos ambientes de trabalho, como até já citei por aqui, exigem determinados “dress codes”. Mas mesmo se adequando as situações/ocasiões é possível manter seu estilo. Por exemplo, se você se sente um peixe fora d´água com terninhos, mas o usa por força da profissão — pode usar um look que vai garantir o mesmo tom formal mas é mais moderno e atual. Tente uma saia lápis de cintura alta com uma camisa ajustada e  cinto marcando a cintura, por exemplo.

A resposta para a pergunta é sim. E não. Sim, devemos nos adequar ao ambiente de trabalho, mas não, não é preciso abrir mão do nosso estilo. Numa época em que mais do que nunca é valorizado o visual único, personalizado, porque querer se confundir com a multidão? 

Natal reciclado

Que tal reciclar a ideia do Natal? Tentar evitar a correria típica do final do ano, o consumo desenfreado? Em vez disso, celebrar a vida; as pessoas? Tentar presentear com lembranças personalizadas, que demostram que a gente se importa com o outro, e não simplesmente “comprou logo para ficar livre”? Que tal esquecer a ideia importada dos bonecos de neve (nem neve nós temos!); de ter que comprar enfeites novos todo ano e tornar novo aquilo que fez a festa em outros natais?  A prova que dá para fazer coisas lindas, chiques e sustentáveis está nas mãos da designer Leticia Alencar, do DE PONTA CABEÇA, que criou guirlandas incríveis com bolas; retalhos; flores — tudo o que já tinha e  deixou a imaginação transformar em enfeites de Natal. Aliás, tem época melhor para começarmos a reciclar nossa cabeça?

Vestido pink: manual de uso

 Se os microvestidos já estavam em alta nesta temporada, e a cor pink também, depois do caso Geisy Arruda (a garota da Uniban), a combinação explodiu. E dá-lhe vestidos pinks nas vitrines! Geisy, pós-sufoco, comemora os 15 minutos de fama como modelo da nova campanha da Duloren e proposta para posar nua. E para quem deseja desfilar neste verão com vestido pink sem causar (tanto) alvoroço, resta à duvida: como conseguir um visual chique e sensual, sem cair no vulgar? Algumas dicas:

1. Evite usar no trabalho. Comprimentos minis e cores vibrantes em look total não combinam com ambientes profissionais.

 2. Rasteirinhas e sapatilhas quebram a sensualidade da dupla míni+pink. Para compor um look mais moderno, vale até um tênis estilo All Star. Reserve os saltos vertiginosos para ocasiões especiais, de preferência à noite. 

 

 3. Se o comprimento é míni e a cor, ofuscante, opte por um make suave. O equilíbrio é a chave e, para isso, é preciso compensar peças chamativas com maquiagem linda e discreta. 

4. Reserve modelos praianos para usar (adivinhe?) à beira-mar!

 

Marca ecológica mirim comemora 1 ano com festa

Estão todos convidados: amanhã, a marca infantil Pistache e Banana, pioneira em roupas e acessórios ecoconscientes para os pequenos, comemora um ano. Vale a pena prestigiar e conhecer a grande variedade de produtos, confeccionados sob os preceitos da sustentabilidade e com algodão orgânico. Presenteei uma amiga com um delicado móbile da marca e ela sempre me conta o sucesso que ele faz… O convite abaixo é para você!

O segredo do “corpão”

Na overdose de fotos publicadas esta semana de Madonna em sua visita ao Brasil, impossível não notar o “shape” da popstar – mesmo “alinhada” em figurinos discretos (afinal, ela entende como poucas do poder de comunicação da moda e veio arrecadar dinheiro para projetos sociais…)

A boa notícia é que a personal trainer dela, Tracy Anderson, lançou 3 DVDS com seu exclusivo método, com a garantia de “resultados que nunca alguém achou possível”. Palavras da personal de Madonna, Gwyneth Paltrow e Stella McCartney. Quem sou eu para duvidar?

www.tracyandersonmethod.com

Parece, mas não é…

 

 
Se eu escrevesse aqui que só como e uso coisas naturais, estaria mentindo. Mas que eu procuro, na medida do possível, privilegiar no que consumo o que vai me fazer bem e também para o planeta, é verdade. A grande questão é que muitas vezes a gente compra algo achaaando que aquilo é natural mas…é só no nome. Já ouviram falar no marketing da sustentabilidade? Pois é… A maioria dos cosmésticos dito naturais, tem uma porcentagem ínfima de ativos naturais na composição. Para se ter uma ideia, para que os cosmésticos sejam considerados orgânicos e obtenham certificações como a francesa ECOCERT; a brasileira IBD e a americana USDA, é preciso que haja cerca de 95% de ingredientes naturais na composição. Fragrâncias artificiais; derivados do petróleo; matéria-prima animal; corantes, nem pensar — estão descartados, assim como testes em animais. Listei algumas marcas bacanas de cosmésticos orgânicos, todos certificados e nacionais, que vale a pena conhecer. A única ressalva é ainda o acesso — mas a maioria comercializa pelo site. Vou testar alguns produtos e mais pra frente conto para vocês.

 Surya Brasil: www.suryabrasil.com;     Ikove by Florestas: www.ikove.com; www.magiadosaromas.com.br;  ReservaFolio:  www.reservafolio.com.br; Magia dos Aromas: www.magia dos aromas.com.br

 

 

Sustentáveis com estilo pelas ruas do mundo

O site ecofashionworld.com publicou hoje várias fotos de fashionistas sustentáveis de todo o mundo. A prova de que é possível ter um estilo de vida — e um guarda-roupa– mais sustentável (sem perder a pose,claro!)

 Você também pode participar: entre no link Eco Street Style e veja como enviar sua foto. Revele seu lado ecofashionista para o mundo!

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